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"Um Avô sempre parece um homem que nunca teve filhos, por isso gosta e agrada tanto os filhos dos outros.
São tão diferentes dos pais, porque eles
não tem nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas, gostam muito de olhar a natureza e nos mostrar tudo.
Nunca dizem "Despacha-te!".
Normalmente são gordos, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer sorvete, doces, balas, pipocas, algodão doce.
Os Avós usam óculos e ás vezes até conseguem tirar os dentes. É tão engraçado, fazem caveira pra gente.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes, adoram quando pedimos mais.
Os Avós são as únicas pessoas grandes que tem sempre tempo.
Não são tão fracos como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avô, sobretudo se não tiver televisão.
Porque ele está sempre pertinho da gente. Basta lembrarmos dele."
(Publicado no Jornal do Cartaxo)
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